Ovodoação ( Doação de óvulos)
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Ovodoação (Doação de óvulos)


A ovodoação é um procedimento complementar à Fertilização in Vitro, e consiste na doação de gametas femininos para uma clínica de reprodução humana assistida para utilização em outra paciente. Esta doação de óvulos é feita por mulheres com condições ovarianas favoráveis, com o intuito de ajudar outras mulheres que desejam ser mães — mas que, por algum motivo, têm a maternidade dificultada por ausência de óvulos ou baixa qualidade ovariana.

O programa de doação de óvulos pode ser indicado para mulheres que apresentam quadro de falência ovariana prematura (popularmente conhecido como “menopausa precoce”), que se submeteram a tratamentos médicos que levaram à destruição do tecido ovariano (como quimioterapia) e para casais homoafetivos masculinos. Pacientes que já se submeteram a outros tratamentos de infertilidade, sem alcançar sucesso, também podem optar pela ovodoação.

A doação de óvulos pode ser feita de duas maneiras: completamente voluntária ou na chamada doação compartilhada. O primeiro tipo é completamento altruísta, enquanto no método compartilhado a clínica de reprodução humana intermedia um acordo entre a doadora a receptora, para que a mulher que fará a ovodoação tenha parte de seu tratamento custeado pela receptora.

O que diz a legislação?


No Brasil, a doação de gametas é regulamentada pela resolução de número 2.294/21 do Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Lei de Biossegurança. Estas normas estabelecem, entre outras coisas, que a doação de óvulos deve ser obrigatoriamente sigilosa, não podendo ser remunerada e nem apresentar caráter lucrativo ou comercial.

No caso da doação compartilhada, o anonimato da doação e recepção deve ser mantido, ou seja: as diferentes partes envolvidas não devem se conhecer. Cabe à clínica de reprodução humana responsável pelo procedimento de ovodoação e ovorecepção intermediar o processo e fazer valer todas as regras vigentes.

Além disso, a ovodoação envolve uma série de questões legais que precisam ser obedecidas tanto pela doadora como pela receptora e pelos profissionais de medicina envolvidos no tratamento. É necessário que todos apresentem plena capacidade psicológica de lidar com as implicações da doação: por um lado, a doadora precisa ter consciência de que não terá direitos ou informações sobre a criança gerada, enquanto o casal deve aceitar um filho que não possui seu material genético.

A doadora também precisa cumprir os seguintes requisitos:



  • Ter até 37 anos;
  • Não apresentar história familiar de doença genética;
  • Não ter doenças infectocontagiosas ou sexualmente transmissíveis;
  • Possuir bom potencial ovariano;
  • Apresentar tipo físico e sanguíneo compatíveis com a receptora.


Vale destacar que muitas das exigências referentes à permissão para fazer a doação de óvulos podem ser mais rígidas de acordo com a clínica de reprodução humana escolhida, sendo fundamental conversar detalhadamente a respeito de todas as particularidades exigidas pelo profissional.

Como é feita a doação de óvulos?


O procedimento de ovodoação pode ser dividido em duas etapas: a da doadora e a da receptora. Em um primeiro momento, a voluntária que está doando os gametas é submetida a um tratamento de estimulação ovariana, em que hormônios são administrados para que os ovários da mulher tenham uma maior quantidade de folículos crescendo e que posteriormente possa obter óvulos maduros.

Um acompanhamento ultrassonográfico é fundamental para averiguar se esta estimulação está surtindo o efeito esperado. Quando os folículos atingem o tamanho ideal, é realizada uma coleta por meio de punção e aspiração folicular. A doadora deverá menstruar alguns dias após a coleta, não sendo necessários exames ou procedimentos em seguida.

Todo o material doado é analisado e utilizado criteriosamente, com base nas características fenotípicas da receptora: altura, tom de pele, cor dos olhos, cor dos cabelos, entre outros aspectos físicos considerados importantes. Para a ovorecepção, os óvulos doados são fertilizados por espermatozoides (que pode ser tanto do parceiro da receptora ou de um doador) e transferidos para o corpo da futura gestante.

A receptora também faz uso de medicações hormonais para preparar o desenvolvimento da parede interna do útero (endométrio) para receber os embriões. O procedimento de transferência embrionária é rápido e relativamente simples, sendo para a paciente muito semelhante a um exame ginecológico de rotina. Um exame de sangue para detecção da gravidez é feito de 9 a 11 dias após esse procedimento.

Existem possíveis complicações?


A doação de óvulos é um procedimento seguro, em que tanto a doadora quanto a receptora são acompanhadas a todo momento por uma equipe especializada. Apesar disso, este é um procedimento médico e, como tal, certamente está associada à possibilidade de complicações — especialmente no que diz respeito à estimulação ovariana.

As principais complicações possíveis incluem:



  • Dor de cabeça;
  • Dor no local da aplicação hormonal;
  • Desconforto abdominal;
  • Mudanças no estado de humor;
  • Hiperestimulação ovariana.


Nenhum desses efeitos colaterais, entretanto, é considerado grave, preocupante ou capaz de prejudicar seriamente a saúde da doadora. Por conta disso, geralmente não há limite de vezes que uma mulher pode realizar a doação de óvulos. A maioria das clínicas de reprodução humana, entretanto, não utiliza os óvulos de uma doadora em muitas receptoras.
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